Tem uma frase que eu não esqueço quando penso na minha trajetória com desenvolvimento: no começo, era tudo mato. E não é força de expressão. Quem começou a criar site lá atrás sabe exatamente do que eu estou falando.
Hoje eu vejo uma galera chegando com IA, fazendo projeto em poucas horas, e acho incrível. De verdade. Só que eu também vejo o outro lado: a ansiedade, o excesso de confiança e o choque com a realidade quando o projeto precisa virar produto de verdade. Quando entra performance, SEO, manutenção, segurança, banco de dados, versão, deploy, suporte. Aí o jogo muda.
Então eu resolvi escrever esse artigo por um motivo simples: vibe coding não é “código preguiçoso”. Vibe coding é código acelerado por inteligência, com estratégia, com repertório e com um jeito novo de pensar. E eu posso dizer isso com tranquilidade, porque eu vivi as duas fases.
Vou te contar essa história do meu jeito. E no final eu vou abrir o ponto mais espinhoso dessa jornada, que é SEO em projetos vibe coding, especialmente quando a base é React e o conteúdo não nasce em HTML.
Vibe coding é um jeito de desenvolver usando IA como acelerador do processo, do rascunho ao produto. Para mim, não é “gerar código”, é transformar ideias em projetos reais com direção, revisão e padrão, usando ferramentas como Gemini ou Lovable para iniciar e Cursor para finalizar com qualidade.
- Antes do vibe coding existir, eu já estava tentando ganhar tempo
- 2014: quando o WordPress virou a chave
- 2022: quando eu conheci o GPT e percebi que o jogo tinha mudado
- Vibe coding: quando eu parei de “planejar para um dia” e comecei a lançarQuando o Lovable apareceu, eu fui um dos primeiros a testar
- Cursor: onde o vibe coding vira engenharia de verdadePor que o modo Auto funciona tão bem quando você tem repertórioAs skills e o meu jeito de trabalhar
- O lado B do vibe coding: SEO em projetos React e o problema do HTML vazioA analogia que explica isso rápido
- A solução que eu criei: IndexCheck.one
- Tem espaço para todo mundo, mas quem domina técnica e IA joga outro jogo
- O que eu aprendi depois dessa jornada toda
- FAQO que é vibe coding?Vibe coding é a mesma coisa que usar IA para programar?Vibe coding funciona para desenvolvedores experientes?Vibe coding serve para quem está começando?Qual é a diferença entre gerar código e construir software?Quais ferramentas eu uso no meu fluxo de vibe coding?Por que SEO é difícil em projetos vibe coding feitos em React?O que significa “hidratação” no React?Como saber se meu site entrega HTML inicial vazio?Como resolver SEO em projetos React e vibe coding?O que é o IndexCheck.one?Vibe coding vai substituir desenvolvedores?
Antes do vibe coding existir, eu já estava tentando ganhar tempo
Minha trajetória começa muito antes de alguém inventar o termo “vibe coding”.
Eu comecei no desenvolvimento web usando Joomla, lá por 2012, talvez até um pouco antes. Naquela época, construir site era quase uma mistura de engenharia com marcenaria. Você montava peça por peça, testava, quebrava, voltava, e tentava não enlouquecer.
E eu passei por vários sistemas ao longo do caminho, cada um com sua proposta e sua dor.
Alguns exemplos que fizeram parte do meu aprendizado:
- Joomla, um CMS bem robusto e flexível, mas mais “duro” de trabalhar no dia a dia
- OpenCart, plataforma de e-commerce mais leve e direta, muito usada em lojas menores
- Moodle, que é um LMS, um sistema de gestão de aprendizagem, muito comum em ambientes educacionais
- Magento, um monstro do e-commerce, potente, mas com complexidade e custo de manutenção altos
Importante ajustar um detalhe que você mesmo sinalizou: esses nomes não são frameworks. Eles são CMS, plataformas ou sistemas. Framework, no sentido clássico, é mais tipo Laravel, React, Vue, Django. Esses que você citou são ferramentas de aplicação pronta, com estrutura e extensões.
Na prática, eu estava fazendo o que todo dev faz quando quer evoluir: testando caminhos diferentes até achar um que encaixasse no meu jeito de construir.
E aí chega 2014.
2014: quando o WordPress virou a chave
Em 2014 eu conheço o WordPress e, sendo bem honesto, ali foi uma guinada.
Não foi só “ah, legal, mais uma ferramenta”. Foi aquele sentimento de: tá, agora eu tenho um ecossistema.
Porque no WordPress eu encontrei três coisas que mudaram meu ritmo:
- Facilidade real de desenvolvimento e manutenção
- Comunidade forte e em crescimento
- Liberdade para criar desde o simples até o complexo
Foi no WordPress que eu encontrei velocidade, comunidade e liberdade para evoluir projetos. O que antes parecia pesado e travado, virou sistema com escala.
Comparado ao Joomla, o WordPress parecia mais leve, mais amigável, mais rápido para colocar no ar e, principalmente, mais fácil de evoluir depois.
E quando entra o WooCommerce, aí o leque abre de vez. Porque você sai do “site institucional padrão” e entra num universo onde dá para criar loja, assinatura, membership, integrações, automações, personalização, e por aí vai.
Eu me conectei muito com essa fase.
E teve um marco que eu lembro com carinho: eu participei do WordCamp, o primeiro no Rio de Janeiro. Isso tem um peso diferente para quem vive a comunidade. Porque é ali que você percebe que não está sozinho, que existe uma cultura por trás, e que dá para construir carreira de verdade em cima disso.
Só que mesmo nessa época, antes de IA e antes de vibe coding, eu já tinha uma obsessão silenciosa.
Eu queria ganhar tempo.
Eu queria tirar projeto do papel sem travar no processo.
Eu queria criar mais, testar mais, lançar mais.
Eu só não tinha ainda a ferramenta certa para acelerar isso no nível que eu sonhava.
2022: quando eu conheci o GPT e percebi que o jogo tinha mudado
Em 2022 eu conheço o GPT e tudo começa a mudar.
No início era meio “caramba, isso é bom”, mas ainda tinha muito erro. Tinha muita resposta confiante e errada. Tinha que revisar bastante. E se você não revisasse, era risco de fazer besteira.
Mas mesmo com esses problemas, eu notei uma coisa imediatamente: o tempo de desenvolvimento caía muito.
Era como se eu tivesse ganhado um copiloto que fazia o trabalho repetitivo:
- rascunhava textos
- sugeria estruturas
- montava trechos de código
- criava variações
- ajudava a debugar
- transformava ideias em protótipos
Eu parei de perder tempo com “tela em branco”. E isso é gigantesco.
Porque muita gente acha que desenvolvimento trava na parte técnica. Só que uma trava enorme acontece antes: na tradução da ideia para algo executável. A IA começou a encurtar essa distância.
E aí veio a fase que hoje a gente chama de vibe coding.
Vibe coding: quando eu parei de “planejar para um dia” e comecei a lançar
Vibe coding não é sobre jogar qualquer prompt e aceitar qualquer coisa. Pelo menos pra mim, não é.
Pra mim, vibe coding é um estado mental e um método.
É quando você:
- enxerga uma necessidade
- descreve bem essa necessidade
- prototipa rápido
- valida rápido
- ajusta rápido
- e transforma isso em sistema, produto ou solução
O que me pegou de verdade no vibe coding foi a sensação de liberdade criativa. Eu comecei a tirar projetos da gaveta que estavam ali há anos.
Sabe aquele pensamento: “cara, eu precisava de uma ferramenta assim, mas no mercado custa caro ou não existe do jeito que eu quero”?
Com vibe coding, esse pensamento vira:
“ok, eu vou criar”.
E isso muda a postura. Você para de ser apenas usuário de ferramenta e volta a ser criador.
Quando o Lovable apareceu, eu fui um dos primeiros a testar
Quando o Lovable começou a ganhar espaço, eu fui um dos primeiros a usar aqui. E foi incrível.
Porque ali eu percebi uma nova fase: não era só IA me ajudando com pedaços. Era IA ajudando com o projeto inteiro, com velocidade de protótipo absurda.
Só que, como tudo na vida, eu fui aprendendo também o preço disso.
No início eu gastei muitos créditos, testei muito, errei bastante até acertar o caminho. E com o tempo ficou claro pra mim que essas ferramentas são ótimas para começar rápido, mas nem sempre são o melhor lugar para você manter e evoluir um projeto mais sério.
Então eu fui migrando.
Testei outras também:
- emergent
- v0
- skip
- deepseek
- gemini
Cada uma com pontos fortes. Só que hoje, o meu fluxo mais consistente é o seguinte:
Eu posso até iniciar em alguma dessas ferramentas para ganhar velocidade de protótipo, mas quando eu quero qualidade, controle, organização e evolução real, eu fecho no Cursor.
Cursor: onde o vibe coding vira engenharia de verdade
O Cursor virou meu ponto de equilíbrio.
Porque ele une duas coisas que eu considero essenciais:
- velocidade para iterar
- controle para finalizar com qualidade
E aqui entra uma parte que muita gente ignora.
Existe uma diferença enorme entre:
“eu consigo gerar código” e “eu consigo construir software”
A maioria das pessoas para no primeiro.
E o que faz você passar para o segundo é repertório, padrão e processo.
Por que o modo Auto funciona tão bem quando você tem repertório
Eu uso o modo Auto na maior parte do tempo e ele tem sido suficiente.
Mas não é só porque a ferramenta é boa. É porque eu sei o que pedir, eu sei o que revisar e eu sei quando travar e refinar.
Eu costumo dizer que IA, sem repertório, é como dar uma Ferrari para quem nunca dirigiu. Ela anda, mas a chance de bater é grande.
Quando você domina o assunto, você faz perguntas melhores. Você usa termos corretos. Você sabe o nome das coisas.
Você não pede “faz um negócio aí”. Você pede:
- estrutura de rota
- schema
- fallback de SSR
- validação de input
- sanitização
- paginação
- cache
- estratégia de indexação
- ajuste de build
E a IA entende.
As skills e o meu jeito de trabalhar
Eu uso skills no Cursor conforme o momento e a tarefa. Segurança, front, backend, performance, SEO, arquitetura. Eu gosto de ter um arsenal pronto porque isso reduz fricção.
E isso foi refinando meu desenvolvimento num nível absurdo.
Hoje eu tenho mais clareza do que eu quero, mais velocidade para produzir e mais consistência para manter.
E aí vem o ponto que me fez criar um projeto específico.
O lado B do vibe coding: SEO em projetos React e o problema do HTML vazio
Vamos falar do problema que derruba muito projeto vibe coding.
Você cria um site lindo, rápido de prototipar, cheio de animação, tudo bonito.
Só que ele não aparece no Google.
Ou aparece muito mal.
E aí a pessoa começa a achar que SEO morreu. Ou que é culpa do conteúdo. Ou que precisa de backlink. Ou que o domínio é novo.
Às vezes é isso mesmo.
Mas em muitos casos o problema é mais simples e mais cruel:
o crawler não está vendo o conteúdo no HTML.
Muitos projetos vibe coding são feitos como SPA em React. O conteúdo não nasce no HTML entregue pelo servidor. Ele nasce depois, quando o navegador executa JavaScript e hidrata a página.
O usuário vê tudo porque o navegador renderiza.
Só que o crawler pode ver um HTML quase vazio, tipo uma div raiz, e mais nada.
Aí não tem milagre. Sem conteúdo visível no HTML, você não tem o que indexar direito.
E esse é o tipo de problema que ninguém percebe no começo, porque olhando a página no navegador está tudo perfeito.
Só que o Googlebot não é você.
A analogia que explica isso rápido
Pensa assim:
Você montou uma loja linda, com vitrine, produto, tudo organizado.
Só que o fiscal que decide se sua loja entra no mapa da cidade passa na frente, olha e vê a porta fechada.
Ele não entra.
Não porque ele não quer, mas porque do lado de fora não tem nada mostrando que ali existe uma loja.
O HTML inicial é essa “vitrine”. Se ele vem vazio, o Google tem pouco para trabalhar.
A solução que eu criei: IndexCheck.one
Foi exatamente por isso que eu criei uma solução que identifica se um site é rastreável ou não, e recomenda o que fazer quando não é.
O objetivo é simples: evitar que o cara descubra tarde demais que construiu um projeto que não indexa.
A ferramenta verifica pontos que realmente importam para indexação moderna, especialmente em projetos vibe coding:
- Se o conteúdo aparece no HTML inicial, no código fonte, ou se depende de JavaScript
- Metadados essenciais como title e description
- Estrutura de robots e sitemap
- URLs rastreáveis
- Preparação para buscas com IA, incluindo llms.txt e dados estruturados em JSON-LD
E o que eu gosto nessa abordagem é que ela tira o “achismo” da mesa. Você para de discutir opinião e passa a discutir evidência.
“o conteúdo está no HTML inicial ou não está?”
Se não está, a solução costuma envolver SSR ou SSG, ou uma arquitetura que entregue HTML renderizado antes de hidratar.
E sim, isso normalmente aponta para caminhos como Next.js, prerender, ou estratégias de renderização híbrida.
O ponto não é “React é ruim”. React é ótimo. O ponto é entender o impacto do tipo de renderização no SEO.
Tem espaço para todo mundo, mas quem domina técnica e IA joga outro jogo
Eu vejo hoje uma briga que está acontecendo em silêncio.
De um lado, desenvolvedores tradicionais defendendo que “essa galera sem base vai quebrar”. Do outro, gente nova dizendo “não preciso aprender nada, a IA faz tudo”.
Minha visão é mais simples e mais prática.
Tem espaço para todo mundo.
Só que existe um fator inevitável: quem tem base técnica e se especializa em IA e vibe coding consegue resultados superiores.
Porque esse cara:
- sabe os termos
- sabe pedir
- sabe revisar
- sabe corrigir
- sabe manter
- sabe escalar
- sabe resolver problema real
E isso é o que diferencia um protótipo de um produto.
Eu acredito que já criei pelo menos uns 50 projetos com IA, entre landing pages, sites institucionais, micro SaaS e sistemas mais robustos. E teve uma virada clara na minha vida: eu deixei de esperar o mercado me oferecer uma ferramenta perfeita. Eu passei a criar a ferramenta.
Com o tempo, eu fui me aprofundando também em coisas que ampliaram demais meu alcance:
- automações avançadas
- banco de dados
- arquiteturas mais sólidas
- RAGs e bases de conhecimento
- integração com APIs
- uso mais inteligente de LLMs
Inclusive, usando IA eu consegui mapear um volume enorme de APIs para um projeto grande e sigiloso, e isso abriu portas para soluções muito mais complexas do que “fazer site”.
Tem projetos que eu não posso detalhar, mas posso dizer o tipo de coisa que eu tenho construído:
- plataformas internas
- ferramentas de inteligência
- sistemas de dados
- CRM com visão 360
- soluções voltadas para empresas e operações
O vibe coding virou um catalisador. Ele não fez eu abandonar engenharia. Ele fez eu aplicar engenharia em mais coisas, em menos tempo.
O que eu aprendi depois dessa jornada toda
Se eu pudesse resumir minha visão hoje em algumas frases, seriam essas:
- IA não substitui método, mas acelera método com violência
- Vibe coding não é preguiça, é velocidade com direção
- Ferramenta boa não salva processo ruim
- SEO não é só conteúdo, é renderização, estrutura e rastreabilidade
- Quem domina base técnica e IA vira uma máquina de lançar e iterar
Eu gosto de pensar que o vibe coding fez duas coisas em mim:
Primeiro, ele me devolveu aquela sensação de “criança em loja de brinquedo” que todo dev já teve um dia. A sensação de que é possível criar.
Segundo, ele me obrigou a ficar ainda mais profissional, porque quando você acelera, seus erros também aceleram. Então você precisa de padrão, de disciplina e de ferramenta certa na hora certa.
Hoje, meu fluxo é simples:
Eu uso IA para começar rápido.
Eu uso Cursor para finalizar direito.
E eu uso ferramentas como o IndexCheck para não deixar a parte invisível matar o projeto.
Porque no fim, criar é bom. Mas criar e ser encontrado é melhor.
E se você chegou até aqui, uma coisa eu posso te garantir: isso tudo ainda está no começo. Quem aprender a unir técnica, produto, SEO e IA vai construir coisas que a gente nem imaginava alguns anos atrás.
FAQ
O que é vibe coding?
Vibe coding é desenvolver com inteligência artificial como copiloto para acelerar protótipos, iteração e entrega. O foco é velocidade com direção, não copiar e colar código.
Vibe coding é a mesma coisa que usar IA para programar?
Não. Usar IA pode ser só gerar trechos ou ideias, vibe coding é um fluxo completo com método, revisão e padrão técnico.
Vibe coding funciona para desenvolvedores experientes?
Sim. Quem tem base técnica costuma extrair mais valor porque sabe pedir, revisar e corrigir com precisão.
Vibe coding serve para quem está começando?
Serve, mas exige cuidado. Sem fundamentos, a pessoa tende a aceitar código frágil e ter problemas de manutenção, segurança e performance.
Qual é a diferença entre gerar código e construir software?
Gerar código é produzir trechos que “parecem funcionar”. Construir software é organizar, testar, manter, escalar e garantir qualidade do projeto.
Quais ferramentas eu uso no meu fluxo de vibe coding?
Eu estudo referências de layout no Dribbble, prototipo em Gemini, Emergent ou Lovable e finalizo no Cursor. Depois valido rastreabilidade e SEO com o IndexCheck.one.
Por que SEO é difícil em projetos vibe coding feitos em React?
Porque muitos projetos React são SPA e entregam HTML inicial vazio. Se o conteúdo só aparece após a hidratação via JavaScript, o rastreador pode indexar mal ou demorar para indexar.
O que significa “hidratação” no React?
Hidratação é quando o JavaScript executa no navegador e transforma um HTML inicial em uma interface completa. Em SPA, isso pode atrasar ou limitar o conteúdo visível para rastreadores.
Como saber se meu site entrega HTML inicial vazio?
Verifique o código fonte bruto entregue pelo servidor. Se o conteúdo principal não aparece ali, o site depende de JavaScript para renderizar.
Como resolver SEO em projetos React e vibe coding?
A solução mais comum é usar SSR, SSG ou renderização híbrida para entregar conteúdo no HTML inicial. Depois, ajuste metadados, sitemap, robots, canonical e dados estruturados.
O que é o IndexCheck.one?
IndexCheck.one é uma solução que eu criei para diagnosticar rastreabilidade e indexação, especialmente em projetos modernos com JavaScript. Ele aponta problemas e sugere caminhos técnicos para corrigir.
Vibe coding vai substituir desenvolvedores?
Não. Ele muda o jogo e acelera produção, mas qualidade ainda depende de repertório, revisão e decisões técnicas.